quarta-feira, 17 de junho de 2015

Motivação numa Visão Sistêmica


A visão sistêmica das nossas relações pessoais e das organizações não é nova. Podemos encontrar pioneiros nas décadas de sessenta e setenta, e os autores chave de nossa moderna compreensão sistêmica são Peter Senge e sua compreensão de organização que aprende, Bert Hellinger e os sistemas familiares e organizações de trabalho, a PNL com Bandler, Grinder e O'Connor, além da visão sistêmica apresentada também por Fritjof Capra. A visão sistêmica esclarece que todos os nossos níveis estão interligados,  o pessoal, o dialógico e as relações, a saúde,  o meio ambiente e o espiritual. Nossa realização é Fenomenológica, Dia-lógica, Relacional, Bioenergética, Espiritual.  

Devemos acolher e trabalhar em todos os níveis para gerar saúde, crescimento e plenitude. No entanto, apesar das amplas pesquisas e trabalhos que nos trazem a moderna compreensão da visão sistêmica da vida e das organizações humanas, quando vemos escritos sobre motivação ainda ficamos muitas vezes nas visões simplistas de causa e efeito e da pirâmide de necessidades de Maslow. Apesar de serem importantes, devem ser superadas.

Para isso apresentamos uma nova compreensão da motivação humana, com importantes contribuições para nossas relações interpessoais e organizações,  seja um grupo de esporte, um time de vendas, uma organização de prestadores de serviços, uma associação de voluntários e até mesmo um grupo de amigos. Também é válido, principalmente, para as organizações nas quais trabalhamos, e para a família com a qual compartilhamos nossa vida.

Em toda organização humana as leis sistêmicas podem ser encontradas. Sendo quebradas, geram desarmonias, conflitos, doenças e más relações, e quando respeitadas, podem gerar mais saúde, boas relações, equilíbrio e crescimento. Nosso próximo texto trabalhará essas leis sistêmicas e sua relação com a motivação humana.


Continua no artigo abaixo...



Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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Leis da Motivação Sistêmica


Quando falamos em motivação numa visão sistêmica, podemos perceber a existência de uma estrutura na qual cada parte influencia o todo. A ideia antiga de hierarquia e pirâmide é transformada em uma ideia de teia viva e orgânica. Trazemos a ideia de leis as quais podemos ver acontecer repetidamente dentro de sistemas e grupos. Observar estas leis pode levar o grupo a funcionar com mais eficácia, eficiência e qualidade.  As leis são:



1. Lei do Dar e do Receber

Em todo sistema as pessoas dão algo e recebem algo de positivo ou negativo, e os sistemas fazem o mesmo entre si. Podemos chamar também de lei do retorno ou feedback. Podemos incluir aqui uma das premissas da PNL a qual aponta que não existe erro ou fracasso, existe feedback. Tudo pode ser tomado como um indicador de estarmos a caminho do desejado ou nos afastando do equilíbrio adequado. Em casais onde um dá demais e o outro é ausente, aparecem conflitos, traições, desequilíbrios que levam o relacionamento ao rompimento. Como na dança, numa relação ambos têm de dar e receber em medidas semelhantes, procurando o crescimento mútuo. Assim também, na vida, nos estudos, no trabalho, quem dá mais de si recebe mais, vivendo uma vida melhor. Seja mais, evolua mais, supere-se mais, seja sempre o seu melhor, que o melhor de sua vida ainda está por vir!


2. Lei do Equilíbrio

A natureza procura equilíbrio. Os sistemas querem crescer, porém com constância. As pessoas querem mais da vida e adoecem em ambientes em que não recebem numa medida equilibrada. Quando um profissional se dedica a uma organização e não é valorizado ou não tem oportunidade de crescimento, procura uma organização onde se sinta motivado a crescer e dar o seu melhor, além de receber o devido reconhecimento de seus pares e líderes.


3. Lei dos Níveis

Nossa Consciência cresce em níveis. Crescemos por níveis de realização, nos realizamos por esferas de aprendizagem, em cada esfera há a jornada de descer aos infernos e subir aos céus, superando a si mesmo. Sempre passamos por novos desafios e a vida nos exige a despertar novos recursos para atravessar suas fases. O mesmo deve acontecer em um grupo onde as pessoas crescem juntas passando por ciclos, que devem ser planejados, implementados e avaliados a cada ano ou ciclo de anos.


4. Lei do Pertencimento

Toda família ou organização de pessoas apresenta uma Hierarquia. Os chefes e os pais estão em primeiro nesta hierarquia. Os filhos e colaboradores vêm depois. O mais velho, aquele que está a mais tempo, em geral deve mais respeitado. Vale lembrar que todos têm o direito de pertencer. Todos têm seu lugar. Percebemos nesta lei a Unidade de tudo. Atrapalhando esta lei temos os mecanismos de projeção e sombra, que devem ser trabalhados visando uma integração. Quando um aborto acontece, deve ser integrado como filho. Quando uma filha se comporta apenas como irmã da mãe, todos adoecem. Quando um colaborador sobre violência e assédio moral, todo o sistema padece. Quando pegamos o que não é nosso, quando há corrupção, seja por sonegação de imposto ou por desvio de verbas milionárias, todo o país pode pagar um duro preço para se reequilibrar. Respeitada a lei do pertencimento, junto com o dar e receber, todo o sistema prospera.


5. Lei da Excelência

Cada um dentro do grupo pode ser consciente do seu papel no crescimento. Todos podem colaborar de alguma forma para crescer, aprender, evoluir, trabalhar com dedicação e se doar a um sentido maior pelo qual viver e servir. Podemos aqui usar a Modelagem de Mestres e mentores, que sejam inspirações para o crescimento do grupo. Temas que podem ajudar também são:  Liderança, Inteligências Múltiplas, vivências, crenças, mapas,  FLOW. Existe aqui a abertura para o Treinamento e o Desenvolvimento. Todos podem fazer da Excelência um compromisso, de viver com qualidade e não só passar os dias, de trabalhar com significado e não só como obrigação,  de se relacionar com maestria e não com inconsciência. Significa fazer nosso melhor, procurar nosso melhor, realizar nosso melhor a cada dia.


6. Lei das Metas

Todas as pessoas tem metas, sejam Conscientes ou Inconscientes. As metas podem ser Pessoais, quando dizem respeito à vida pessoal, e organizacionais, quando o enfoque está no grupo. Para alcançar metas com qualidade, devemos ter o alinhamento de todas as dimensões, físico e psíquico, emocional e espiritual, social e integral. Devemos usar da flexibilidade para mudar e melhorar o caminho que está sendo trabalhado. Metas servem como inspiração de Resultado, do Estado ao qual desejamos chegar.


7. Lei da Qualidade

Aqui abrimos espaço para a reflexão da produção e da qualidade de vida. Não devemos ser apenas máquinas de resultados, mas sim  seres humanos criativos, motivados, felizes de fazer parte de um grande time. Devemos cultivar valores como: amor, trabalho, conhecimento, beleza, felicidade, ética, transcendência, realização. Cada pessoa  deve sentir que o que faz é positivo, tanto para si como para a sociedade.  Deve ter reconhecimento de seus pares e do entorno,  deve ter uma vida de qualidade, abundância, plenitude, uma vida significativa. 



A nossa compilação destas leis vem da observação pessoal e de nossa experiência nas mais de duas mil sessões de psicoterapia realizadas, além de diversos grupos, cursos, livros e formações das quais participamos. Não é uma teoria fixa, e sim de ordem prática. Nosso maior propósito é o de facilitar e promover uma vida com mais motivação e realização humana integral.

A verdadeira motivação vem da dimensão de nosso coração. O que você realmente ama? Que tipo de pessoa melhor você poderia ser para sua família, para seus amigos, para seus clientes, para seu país? Como você pode servir de uma maneira melhor, mais positiva, dedicada e amorosa? Qual o próximo passo de sua jornada de evolução? O que você realmente quer viver? Quais os seus sonhos? O que você está disposto a fazer para conseguir o que realmente quer? Quem pode te ajudar? O que você precisa fazer?

As verdadeiras respostas estão dentro de nós, e um profissional habilitado pode nos auxiliar em nosso processo de autoconhecimento, de crescimento pessoal e de encontro com nosso verdadeiro destino! 





Sejamos amor!



Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Arte de Sonhar



Deve haver algum lugar perdido onde dormem os sonhos. Uma cidade abandonada, que há muito deixamos de cuidar. Lá onde repousam as antigas cantigas de roda, as filosofias esquecidas pelo tempo, as histórias que encantavam as crianças.

Perdemos nosso contato com a terra dos sonhos, pois vivemos na era da facilidade.  Fast food de imagens, ideias e emoções, tablets, smartfones e redes sociais. Demandas de trabalho, estresse, trânsito quilométrico. Sem falar naquela nossa ansiedade de ter sempre mais. Mais gadgets, mais acessórios, mais objetos inúteis para preencher uma vida vazia de sentido.

Em algum lugar, na terra dos sonhos perdidos, um sonho nos procura. Dizem até que há um sonho para cada ser humano, outros dizem haver vários sonhos para cada alma.  Todos eles tão carentes de atenção, de alimento, de pessoas que os valorizem e acreditem em seu potencial de voltar a dar vida à vida, dar cor aos dias.

Em algum lugar, existe alguém que procura um caminho, de reacender a chama que revive os sonhos, de reencontrar a porta que nós leva à vida do reino interior da alma. Em algum lugar está alguém, que agora mesmo, não quer deixar se apagar a esperança, que acredita numa vida melhor, que continua a ser um buscador, que almeja o despertar da humanidade, que semeia uma nova consciência, alguém que não esqueceu aquela antiga arte de sonhar. 

Pedro Possidonio
Psicólogo e Terapeuta
youtube.com/pedropossidonio

A Jornada Interior




Uma importante contribuição para o conhecimento dos caminhos de realização humana é a Jornada do Herói. Joseph Campbell, importante antropólogo, estudioso dos mitos, inspirado também na ideia de arquétipos de Jung, escreveu para o mundo sua maravilhosa tese, o Herói de Mil Faces.

Em cada estória extraordinária, seja do herói Sidarta que abandonou as ilusões deste mundo para se tornar Buda, seja do herói Gilgsmesh da antiga Babilônia, seja dos fundadores romanos Rômulo e Remo, seja de Hércules e dos mitos gregos ou dos aborígenes da Austrália, podemos perceber um padrão. 

Todo herói tem um nascimento extraordinário, todo herói parte de casa em busca de uma grande viagem, para viver suas aventuras. Todo herói passa por provações e dificuldades. Desce aos infernos, é tentado por demônios. Passa por trabalhos e tarefas.  Deve receber a ajuda dos Deuses e encontrar ferramentas mágicas para vencer seus desafios. Cada história trás uma série de símbolos que nós fazem acessar o reino desconhecido, nosso inconsciente, e os arquétipos que povoam nossa alma. Todo herói retorna, trazendo uma nova luz para o mundo.

O poder do mito é outro trabalho de Campbell que devemos conhecer, em livro e vídeo. Saber que nossa vida e nossa estória é atravessada por mitos. Mito é uma verdade interior, que pode nos ensinar sobre o que somos. Mitos são estórias extraordinárias, modelos para nossa realização. Nossas crenças são nossos mitos pessoais, e por eles damos nossa vida. Mitos e símbolos são a fonte de nossa motivação e energia. Através dos mitos e do que podem nos ensinar podemos viver uma vida rica, bela, com significado e plenitude.

Através dos mitos podemos conhecer nosso reino interior, descer até onde habita nossa sombra, trabalhar para equilibrar nossas imagens e polaridades internas: masculino e feminino, adulto e criança, saúde e doença, guerra e paz, sombra e luz. Podemos encontrar a fonte de orientação interior, muitas vezes representada por um mestre ou um sábio ancião. Na jornada interior podemos encontrar ajudantes como animais de poder, a árvore da vida e minerais que nós dão força, tudo isso símbolos para acessar nossa força interior. Podemos encontrar a Fonte, nosso tesouro oculto, nosso Centro, a Fonte de todas as possibilidades e da criação de tudo o que podemos ser. Podemos realizar tudo o que somos. Realização é viver nosso Verdadeiro Ser, é escrever e viver nosso próprio mito pessoal, é viver as imagens do reino interior de nossa alma,  é realizar aquilo que nos faz sentido. Qual é o mito pelo qual você vive?


Pedro Possidonio
Psicólogo e Terapeuta
youtube.com/pedropossidonio

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Viver com Sentido



Em comparação com a Vontade de prazer e com a Vontade de poder, o psiquiatra austríaco Viktor Frankl apresenta-nos a ideia de que o ser humano abriga internamente a Vontade de Sentido. Procuramos um sentido pelo qual valha a pena viver, procuramos expressar nosso ser em sua dimensão mais profunda. Este sentido é encontrado quando fazemos algo de positivo para alguém ou para o mundo, através de nossas ações, de nosso trabalho, de nossas escolhas, de nossas realizações. Temos aqui valores que nos fazem apontar para a orientação Ética fundamental em pensarmos que a vida tem Sim um sentido a ser afirmado!

Portanto, a Realização, a felicidade e o sucesso na vida podem ser compreendidos como consequência de uma vida dedicada a um sentido, a uma obra. Todo ser humano vive o sofrimento, o que Frankl expressou com o conceito da tríade trágica: dor, morte e culpa. Através de nossa capacidade de atribuir Sentido, podemos viver uma vida para além do sofrimento, cultivando valores positivos e construindo uma cultura de paz, uma nova humanidade, uma nova vida.

A contribuição da visão sistêmica aponta a necessidade de superar dicotomias, por exemplo, entre agressores e agredidos. Já atendi um caso de um paciente que cometeu violência  sexual e queria ajuda pra não o repetir. Já atendi casos de vítimas de estupro.  Lembrei de um caso agora de um homem vítima de homofobia. Lembro da criança que atendi com deficit de atenção que chorava a perda do tio. Há também um Jovem que atendi o qual sofreu violência sexual na infância e na adolescência desistiu de ir às aulas.  Ja atendi uma mulher com aparente estresse no trabalho que revelou em visualização saudade e tristeza pela perda dos avós. A vida é sofrimento. Todos sofremos. Muitas vezes somos agressivos, outras somos agredidos. Superar polaridades faz reconhecermos a humanidade em todos nós.  Cometemos erros, sentimos culpa. Podemos perder quem amamos. Mas a cada dia eu vejo o quanto o ser humano tem potencial para aprender, para se superar, para amar, para Ser.

Devemos concluir com a concepção de Otimismo trágico. Segundo Frankl, Sentido da vida é individual, não pode ser copiado. Além disso, o sentido deve ser encontrado e não criado. Mesmo numa situação de máximo sofrimento, podemos viver significativamente. Podemos viver heroicamente nosso sofrimento, transformando nossa angústia em ponte para nossa realização.


Aquele que vive uma vida com sentido, tornado-se o que pode Ser, vive a serviço do que a vida pode ser de melhor, o que traz fortes implicações Éticas para a construção de uma nova cultura de paz, educação com valores humanos e espiritualidade. A serviço da vida, da arte, da espiritualidade, do trabalho, do crescimento, vivemos valores que podem nos fazer encontrar a auto-transcendência.

O Jovem que sofreu abuso escolheu fazer Enem e trabalhar com gastronomia. A Criança que perdeu o tio desenhou um presente para o parente amado, se reconectando com este amor. A Mulher com saudade dos avós, em exercício de visualização terapêutica, pediu a bênção e recebeu novamente o amor dos avós, aprendendo a encontrá-los no coração. Assim, uma vida mais humana é possível,  com mais amor, saúde e paz, com mais espiritualidade e com Realização Humana.





Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ressignificando



Todos nós passamos por experiências em nosso passado e em nossa história de vida. Algumas experiências positivas, algumas histórias negativas. O papel da terapia e processos de crescimento humano é ressignificar experiências e crenças limitantes. Muitas vezes ficamos presos no negativo e, por querer evitar sofrer, nos afastamos da vida, dos seus riscos e de suas possibilidades. Sepultamos, assim, nosso sucesso ou nossa felicidade. Abandonamos nosso caminho de realização.

Nada é o que é ou o que foi. Tudo é como representamos. Tudo é o significado que damos. Através do modo como representamos nossa realidade podemos criar nosso inferno e nosso céu interior.

Lembro de uma cliente me dizendo que, em seus 45 anos, já não acreditava que era possível curar sua fobia de água, em lagos, no mar e ate na chuva. Sonhava e tinha pesadelos com uma água que a afogava. Transformamos suas representações internas com PNL e Hipnose, Ressignificando sua experiência interior. Depois passou a sonhar com uma chuva de luz, representando sua libertação. 

Nosso passado já passou, sendo apenas uma história que nós contamos em nossa mente.  Nosso futuro e suas possibilidades ainda não chegou.  Nós somos o agora. E este é, a cada momento, o tempo da transformação.

O Psicólogo, ou o Terapeuta, é alguém que pode ajudar, caminhar ao lado. Através de suas ferramentas e técnicas, de suas experiências, ele deve ser um facilitador a serviço do processo interior de cura e transformação. Não pode fazer a mudança por você. Você deve assumir o comando, o compromisso de querer transformar sua vida. No entanto, internamente, é totalmente possível se curar, se libertar e despertar recursos para viver uma vida com muito mais qualidade e Realização. 

Pedro Possidonio
Psicólogo e Terapeuta

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Transcender ao sofrimento



Iniciamos este texto com o caso clínico de uma jovem que se separou do namorado, terminando um relacionamento de dois anos. Seus sentimentos de tristeza e dor aparecem mesclados com descrença e ferida. Agora, ela se foca na necessidade de conseguir melhorar no campo do trabalho,  visa um concurso que lhe ofereça uma estabilidade.

Utilizamos o exemplo para falar de uma ideia filosófica que vale a pena ser pensada: muitas vezes, a vida é sofrimento. A felicidade nos escapa, e sua plenitude às vezes não parece algo deste mundo. Vivemos em um mundo de ilusões, muitas vezes geradas socialmente e introjetada por nós na esperança de fazer com que a dor de viver seja dirimida.

A saída para este sofrimento, para Schopenhauer, filósofo de cujo raciocínio estamos trabalhando, estaria em viver a Ética da Compaixão e a Metafísica do Belo. A primeira diz que nós devemos ter compaixão desinteressada pelo sofrimento que envolve a trama humana, ainda que, segundo o autor, tomando certa distância. A segunda aponta para a arte como a saída do sofrimento. Através da arte, da fruição do Belo, conseguimos refrear a impulsividade de nossa Vontade, cega e irracional, e assim viver um pouco de paz.

Já Sartre nos ensina que O homem é sua própria obra. Ao transformar nossa vida em uma obra de arte, podemos viver com sentido. No entanto, segundo Viktor Frankl, não se pode inventar um sentido para a vida.  Devemos encontrar o sentido, o que é um caminho diferente para cada um. Encontrar o sentido, que nos faça caminhar e evoluir, no sofrimento ou na esperança, alinhar-mo-nos com nosso destino, é o que nos torna humanos.

Com nossa cliente, falamos sobre a necessidade de trabalhar nossa realização profissional, através de nossos estudos, nosso trabalho, formações, metas. Precisamos buscar realização relacional, viver melhores relacionamentos, procurar nosso desenvolvimento emocional.  Por fim, vem a realização do nosso Ser essencial, encontrando um sentido pelo qual viver, estar a serviço da vida, dedicar-se à mais profunda dimensão do nosso espírito. Evoluir, aprender a amar e a viver. Viver uma vida que valha a pena ser vivida.



Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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