terça-feira, 4 de novembro de 2014

Expansão nos Relacionamentos

Criando uma sintonia positiva com as pessoas que amamos




Certa vez, atendi um casal que brigava devido às elevadas exigências que uma pessoa fazia da outra. E cada um deles não se comportava como o outro queria. Afetados e inconscientes, entraram em conflitos esperando serem atendidos. Procurei trazer a consciência de que assim apenas desgastamos nossas relações. Devemos procurar o que há de melhor no outro, e quais as experiências positivas que nos fazem querer viver juntos.

Estava lembrado de uma caminhada na praia, junto a amigos. Conversávamos sobre o fato de que muitas vezes em nossas relações e em nossa vida escolhemos olhar para as dificuldades, para o que há de "lixo" no outro, ao invés de admirar a beleza. Enquanto conversávamos, um belo pôr-do-sol e o mar embelezavam nossa caminhada, e lembramos de sentir Gratidão por aquele momento ímpar, um presente que a vida sempre dá para quem está aberto a receber.

Algumas vezes escolhemos focar o negativo em relação às pessoas que amamos: nossos pais, nossos filhos, nossos companheiros e companheiras, colegas de trabalho, clientes, chefes, e a lista só continua. Esquecemos de focar o positivo. Esquecemos de olhar as boas e valorosas manifestações das pessoas que nos rodeiam. Assim, entramos em um circuito vicioso de só olhar para o pior, só esperar o pior, e programamos nossa mente para só ver o pior. O que acontece? O melhor da vida passa despercebido por nós. Estamos dessintonizados com o que a vida tem a oferecer.

A vida nos oferece infinitas possibilidades, sempre dizendo o.k. para tudo o que colocamos o nosso foco. Há aquela metáfora da vida como uma cozinha infinita, com todos os ingredientes, e você pode fazer o bolo como quiser, lembrando apenas que será obrigatório comer do bolo, independente de você gostar ou não dos ingredientes que escolher. E como escolhemos? Quando colocamos o nosso afeto, o nosso precioso foco, sobre o que quer que seja. A vida sempre diz Ok. Suas crenças fazem você olhar para escassez em vez de abundância? Sua percepção estreita diz que não há ninguém para viver um relacionamento positivo? Seus modelos mentais fazem você acreditar que a felicidade não é possível? E a prosperidade? É só para os sortudos, os corruptos, os desonestos? Ok. A vida sempre diz Ok.

Com nossas percepções limitantes vemos apenas sempre o pior, vemos sempre o lixo, e perdemos o mar, o pôr-do-sol e o melhor nas pessoas. Qual o primeiro passo? Mudança de foco! Pense em um relacionamento que você queira melhorar e encontra agora 10 características positivas desta pessoa. Você pode escrever em um papel e agradecer ao Deus de seu coração por poder enxergar esta luz nesta pessoa. Como andam suas crenças sobre prosperidade? E sobre felicidade? Você merece ser feliz? Se algo dentro de você diz que não, você precisa tomar consciência da necessidade de autotransformação, mudança de consciência, atravessar crenças limitantes em direção a valores mais construtivos. 

A solução: escolher viver a paz, o perdão, a aceitação. Estar junto às pessoas que amamos focando no positivo. 

Siga procurando olhar e tomar consciência do melhor do outro, do melhor da vida. Assim, certamente o melhor da vida estará disponível para que você possa saborear, como um maravilhoso bolo. Quais ingredientes você prefere escolher? 



Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

Mais informações sobre nosso trabalho em:
pedropossidonio.wix.com/terapeuta


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Estados de Excelência

Criando a excelência pessoal no dia-a-dia





Imagine você vivendo momentos de descontração. Feriado. Praia com amigos. A vida caminha tranquila, trabalhando muito, muito feliz. De repente, momentos de expansão e de excelência, ao som de uma boa música, parecem te transportar para níveis mais ampliados, nos quais a vida se mostra como uma maravilhosa viagem, na qual tudo vale a pena, tudo faz sentido. Espero abrir meu coração para a oportunidade de viver mais momentos assim, significativos.

Através da PNL, dizemos que é possível tomarmos consciência das características positivas ou negativas de uma experiência, a partir de suas modalidades: visual, auditiva e corporal (sinestésica), e de suas submodalidades: o que vejo? com que brilho? em qual posição? a que distância de mim? o que ouço? é uma voz amigável ou reprovadora? o que digo para mim mesmo? com que ritmo ou cadência? onde sinto no corpo? como fica minha respiração? em que parte do corpo há apertos (anéis de tensão conforme Bioenergética)? como eu represento estas experiências positivas ou negativas? 

Lembro-me então de um cliente que atendi no qual trabalhamos juntos as submodalidades de suas experiências de mal estar e ansiedade, nas quais se sentia oprimido, nervoso, sem saber o que fazer. Ele me falou de situações em que a obrigação o deixava sem respiração, e uma voz dentro dele diz "Eu não consigo". A seguir, pedi para ele respirar fundo e, em sua tela mental, procurar imagens de momentos nos quais se sentisse completamente bem, em uma atividade onde se sente pleno de recursos, se sente capaz de fazer o seu melhor: "Jogando com os amigos" ele disse. Então pudemos modelar a experiência positiva em suas submodalidades também.

O mais interessante é que, com mudanças simples nas submodalidades, uma transformação em uma experiência difícil se torna possível. Por exemplo: quando estamos em situações de desconforto, tendemos a prender a respiração. Uma pergunta poderosa que podemos nos fazer para tomar consciência e consequentemente modificar nossa experiência é: como está minha respiração? ou o que acontece se eu respirar mais profundamente? Podemos ainda nos perguntar: o que aconteceria se eu estivesse em um estado pleno de recursos? Como me sentiria em um futuro no qual já pudesse ter vencido esta dificuldade? As respostas são a chave para nós transformarmos uma experiência negativa em positiva. 

E, finalmente, há a possibilidade de percebermos como nos sentimos em nossas experiências com estados de excelência: o que me faz acessar estes estados? a praia? a serra? o campo? amigos? família? religiosidade? o que me faz realmente feliz e pleno? como seria possível ampliar uma experiência positiva até transformá-la numa experiência de excelência? respirando mais fundo? tomando mais consciência do brilho? lembrando-me das coisas boas que já fiz? lembrando-me das pessoas que amo? o que pode ajudar-me agora mesmo a experimentar alegria, gratidão, celebração e êxtase? Há muitos caminhos possíveis para cada pessoa, e eu incentivo você agora mesmo a tomar consciência de quais caminhos podem te levar a viver uma vida de excelência, de plenitude, de realização.




Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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Texto publicado originalmente de nosso blog Templo Interior, sobre Psicologia e Espiritualidade.

A Verdadeira Riqueza



Neste momento vamos falar sobre um assunto importante e significativo para nós, que é uma reflexão sobre a Verdadeira riqueza! Este assunto é importante para trazermos uma visão sistêmica sobre nossas crenças. Vivemos em uma sociedade de muitos contrastes econômicos, e eles são ainda maiores em países cuja estrutura social é historicamente mais nova, como ocorre no nosso país. Há uma parcela menor de pessoas que vive na abundância financeira, enquanto muitas pessoas buscam apenas sobreviver.

Para além de questões sociais, tratamos a prosperidade aqui como uma questão de consciência. O ser humano jamais se livrará da miséria material, até que se cure da miséria espiritual. Em todas as camadas sociais, realizamos investimentos em tecnologia, por exemplo, e em diversão, mas esquecemos de cultivar nossa terra prometida interiormente, nossa verdadeira riqueza, na conexão com nosso verdadeiro Ser. Um exemplo: prefere-se comprar um celular novo, ou ir três vezes por semana para festas, ao investir em um curso de meditação ou de desenvolvimento emocional, investindo mais no externo que no interno, mais na aparência que na essência, mais no ego e menos no verdadeiro eu interior.

Autoconhecimento nada tem a ver que conhecer as histórias limitantes que nosso ego nos conta: não prospero por que já nasci assim, trabalhar é chato, ai que horror, amanhã é segunda-feira... Para muitas pessoas o trabalho é apenas funcional, no sentido de receber o salário ao final do mês. Avançaremos como humanidade quando aprendermos a transformar o que amamos na nossa profissão, quando nossa transpiração, nossa motivação, nosso sentido de realização pessoal envolver o trabalho, desenvolvendo nossa dimensão interna, nossa capacidade de servir à sociedade e às pessoas, de transformar-nos externa e internamente.

A verdadeira riqueza está em valorizarmos a vida, com tudo o que vem com ela. Ao invés de nos focar no que não queremos, reclamando, sintonizando vibrações negativas, podemos escolher focar no que verdadeiramente queremos, no que é um valor para nós. Trabalhar com o que amamos e servir à nossa paixão. E isso nada tem a ver com quem estudou mais ou menos, e sim com dedicar a vida ao serviço do próximo. Por exemplo: no discurso do ego dizemos que só serei feliz se for médico, ou advogado, ou psicólogo. No discurso do Ser, queremos servir à saúde, à justiça, queremos servir para melhorar a sociedade e a vida humana de alguma forma com a nossa vida, fazendo assim nossa própria vida ter valor.

E você pode, esteja onde estiver, desenvolver valor, através do seu trabalho. Mais significativo ainda é evoluir através do dedicar-se à sua forma de arte preferida: música, dança, pintura, desenho, artes marciais, filosofia, literatura, esportes, e a lista não para. Pode também dedicar-se à espiritualidade, à oração e à meditação, desenvolvendo o contato com seu verdadeiro Ser. Pode ainda servir às pessoas através de um trabalho voluntário. São muitas as formas de desenvolvermos nosso senso de valor pessoal, e é dando mais de nós mesmos para a vida que desenvolvemos nossa abertura interna para recebermos mais da vida. Ao dar amor, recebo mais amor, pois eu me torno um canal pelo qual o amor transborda. 

Deus criou uma natureza abundante, criativa e exuberante, e nós somos parte da natureza. Em contato com a natureza em nós, com a criatividade em nós, podemos trabalhar nossa energia de prosperidade divina, de infinita criatividade, encontrando os verdadeiros tesouros interiores e cultivando-os, como na parábola dos talentos. A prosperidade a favor do ego nos faz aprofundar na infelicidade, enquanto que a prosperidade a favor do Verdadeiro Ser, a favor de uma causa, a serviço da Vida, nos faz expandir na satisfação, na felicidade e na autorrealização!





Que você possa procurar seu verdadeiro tesouro interior, a luz da prosperidade em conexão com seu Verdadeiro Ser. Que você possa viver o propósito de sua vida!  





Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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Texto publicado originalmente de nosso blog Templo Interior, sobre Psicologia e Espiritualidade, revisto e atualizado para Realização Humana.

O que é Prosperidade?


Para você, o que é Prosperidade?

Prosperidade é a energia divina, a criatividade infinita em expansão. Quando abraçamos a nossa paixão, quando fazemos o que amamos, sentimos a energia e a vibração tomar conta de nossos corpos e de nossos corações, e levamos esta energia para todas as áreas de nossas vidas.

Mesmo que eu não trabalhe no que ame, posso me dedicar à minha verdadeira paixão como um hobby, como um trabalho interior de auto-cultivo, de autotransformação. 

Para você, o que é Prosperidade?

Podemos enxergar nosso trabalho como um serviço ao divino, e não aos homens. Assim, dedicando cada momento, tudo o que gostamos e o que não gostamos ao Deus de nosso coração e de nossa devoção, podemos fazer de cada momento de nossas vidas um momento de bhakti yoga, a união através da devoção, através do pensamento constante e consciente no divino. 

Para você, o que é Prosperidade?

Nossa sociedade nos ensina muitas crenças limitantes no que diz respeito a trabalho, prosperidade e dinheiro. Prem Baba por exemplo fala do dinheiro como uma energia neutra, que pode ser administrada pelo ego e gerar escassez, ou pode ser conectada ao Verdadeiro Ser e gerar valores, expansão, prosperidade, realização.

Para você, o que é Prosperidade?

Devemos curar nossas feridas infantis, às quais muitas vezes estão associadas à questão da prosperidade e do dinheiro, pois muitas vezes escutamos nossos familiares dizendo que se tivéssemos mais dinheiro seriamos mais felizes e não teríamos problemas. Ou então temos aquele caso dos pais ausentes, que estão sempre no trabalho. 

Para nossa consciência infantil e sem recursos, associamos então dinheiro a problemas ou a ausência dos pais, o que nos impede de prosperar. Devemos curar esta impressão limitante, associando a prosperidade à nossa consciência mais elevada, fazendo a passagem da criança ferida à criança divina, com infinito potencial de criatividade e de celebração da vida.

Para você, o que é Prosperidade?

Prosperidade é energia divina em expansão. Podemos usar a prosperidade com amor e consciência. Podemos servir ao nosso verdadeiro Ser, que é ilimitado como um Oceano de Prosperidade. O quanto destas águas você escolhe mergulhar? Na consciência ilimitada não existe escassez, apenas abundancia sem limites. Até mesmo nossas condições sociais podem ser transformadas, de modo a vivermos com novos valores e novos recursos, se nos dedicarmos internamente a uma nova percepção, de uma vida abundante e próspera, uma vida de expansão no amor e na criatividade divina em nós. 





Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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Texto publicado originalmente de nosso blog Templo Interior, sobre Psicologia e Espiritualidade.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Viver Relacionamentos Significativos


Retomo neste texto importantes reflexões sobre os relacionamentos humanos, com o objetivo de lançar as bases para nossas reflexões sobre Ética e sobre o dar sentido aos nossos valores, aos princípios que regem nossas relações. Acredito verdadeiramente que viver relacionamentos humanos mais vivos e mais significativos seja possível. Dentro de uma visão da antropologia filosófica, a ciência, a religião, a filosofia e a arte (incluindo aqui as terapias) são os caminhos que oferecem respostas para nossa vida, respostas estas que vão crescendo em qualidade e consciência na medida em que vamos nos aprofundando em nosso desenvolvimento pessoal, aprofundarmo-nos nos nossos relacionamentos. 



Quanto mais somos verdadeiros e transparentes com nós mesmos, mas o somos com os outros. Quanto mais aprendemos a nos amar, a amar e reconhecer nosso Verdadeiro Ser, nossa essência amorosa, mais vamos encontrando pessoas, situações e relações significativas. O mundo exterior é sempre um espelho do mundo interior. Nossos valores são os filtros ou mapas através dos quais vemos o mundo e interagimos com o que está ao nosso redor.





A grande jornada interior de autoconhecimento nos ensina que somos parentes de todo o universo. Nosso Verdadeiro Ser, ou nossa essência, é uma dimensão profunda em nós que está além de nosso ego, e só pode ser descoberta e vivenciada a partir de um processo interior de auto-exploração, o qual pode acontecer através de caminhos que preencham nossa vida com significado, com a arte, com os ensinos da sabedoria perene e de todos os mestres que passaram pela Terra, com a religiosidade viva e verdadeira ou com processos terapêuticos, jornadas de autoconhecimento. Nosso papel como facilitadores, psicólogos, terapeutas é, além de estar sempre caminhando neste processo de descoberta interior, possuir a capacidade de guiar as pessoas por estes desconhecidos caminhos nas profundezas humanas. Refletir, provocar, espelhar, mobilizar, promover caminhos de cura e transformação.



Ao Encontro do Outro. Para aprendermos a viver relações significativas, primeiro devemos iniciar um processo profundo e sincero de relacionamento conosco mesmos. Explorar a escuridão interior, limpar as feridas até descobrir a dimensão mais profunda do Ser em nós, criativa, amorosa, espiritual e cósmica. A jornada tem apenas inicio, não há final, pois ao aprendermos a nos relacionar com o Ser, percebemos a Ele como sempre um Outro, um desconhecido se revelando continuamente, se recriando, se expressando criativamente, criando símbolos e metáforas, novos sentidos enfim, vivendo novas experiências como uma criança a sempre desbravar um mundo mágico, capaz de nos despertar o assombro.

Ao encontrarmos o Outro em nós, encontramos o Outro também no outro, o que é base para a Ética, a compreensão da alteridade. Ao aprendermos, aos poucos, a nos relacionar conosco, ampliando nossa consciência de nosso cosmos interior, vamos aprendendo a nos relacionar com as pessoas, e cabe a cada um em seu processo escolher o quanto quer viver relacionamentos significativos e amorosos, o quanto quer investir nesta jornada de auto-exploração interior. 


Gosto da ideia de viver uma vida com fervor, com devoção, de fazer com que cada um de nossos relacionamentos se torne sacramentado, sacralizado, sagrado, na medida em que vemos o ser divino que em cada pessoa habita, estando este mais adormecido ou mais desperto. 


A Relação Eu-Tu. Vale acrescentar a percepção da psicoterapia como uma arte do encontro humano. Entretanto este encontro, vivo e verdadeiro, acontece para além da psicoterapia. Quando duas pessoas verdadeiramente conseguem se encontrar, acolhendo sua igualdade na diversidade, a transformação, o crescimento acontece. Para falar deste tipo de relação vamos utilizar o suporte do autor e filósofo Buber. Martim Buber foi um filósofo judeu alemão que escreveu uma obra fantástica, leitura recomendada a todos: o livro "Eu e Tu", uma grande obra, um convite ao relacionamento humano vivo e verdadeiro.


Buber nos ensina que há dois tipos de relações, as relações Eu-Isso e as relações Eu-Tu. As relações Eu-Isso acontecem quando nos relacionamos com a nossa perspectiva mais categórica, classificando, rotulando, significando o mundo, as experiências e as pessoas. Acabamos por reificar ou coisificar o mundo para que ele se torne passível de um interpretação, para que nós tenhamos alguma elaboração do que foi vivido. Sem este tipo de relação, jamais nenhum conhecimento seria possível, nunca saberíamos, por exemplo, que o dedo na tomada pode nos dar choque, nem jamais teríamos descoberto a eletricidade. O problema é quando passamos a tratar as pessoas e a vida como um Isso: a vida nada mais é que Isso, seja qual for o dogma ou interpretação. E o fulano? Lá vem ele, eu já sei que ele é Isso... Perdemos a magia, o encantamento, o desconhecido do Ser que se revela na relação viva com a vida.


As relações Eu-Tu, por sua vez, acontecem quando estamos verdadeiramente abertos ao outro, ao mistério que ele pode representar... Eu-Tu é sempre um encontro, vivo, verdadeiro, significativo e transformador. Eu-Tu acontece quando não estamos julgando e rotulando, mas sim estamos abertos ao que o outro tem a dizer, a revelar, a expressar, abertos à magia do Ser e da Vida que se expressa através do outro. O mais interessante é que Buber nos trás a ideia de que Tu é sempre algo que nos faz abrir para a dimensão do encontro: assim, Tu podia ser, para o filósofo, outra pessoa, a natureza ou o sagrado.


Na vida prática... Assim, para viver nossa totalidade humana, devemos viver estas três dimensões em nós. Podemos viver a relação Eu-Tu com a natureza: viver nossa profissão, nossos projetos, nosso trabalho, nosso caminho de realização e nossa relação contemplativa com a natureza, com uma vida plena e saudável, com exercícios físicos, alimentos vívidos e em contato com a natureza como nas praias, no mar, nas serras, nas águas das cachoeiras.

Podemos viver em nós também a dimensão do Eu-Tu sagrado: descobrir o espiritual em nós, o mistério desconhecido do qual fazemos parte, o sonho, a fantasia, a meditação, a arte, a música, a filosofia perene, a poesia e a dança. Viver um relacionamento mais profundo e mais espiritual com nosso verdadeiro Ser, descobrir o que Ele quer de nós, qual é a nossa missão, qual é o Sentido, o propósito mais profundo de nossas vidas.

E podemos investir a viver, por fim, Eu-Tu na alteridade humana: amar as pessoas, viver relações significativas e construtivas, investir no desenvolvimento pessoal e de nossa capacidade de amar e de nos relacionar com mais consciência. Viver o perdão, a cura e a libertação, viver o amor e a gratidão, aprender a nos conectar com nossa essência amorosa, nosso verdadeiro eu amoroso que habita em nosso coração. 

Conclusão. Cada Outro é também um espelho, e nossas relações são um espelho de nós mesmos. Cada situação é um professor. Quanto mais avançamos na nossa jornada de realização, de nos tornar nós mesmos, mais aprendemos a interdependência sistêmica de tudo com tudo, de que eu sou conectado a todas as coisas, de que eu sou todo o universo. 

Nós não nascemos humanos, nós nos tornamos humanos; e nossa humanidade está justamente em aprendermos o caminho do relacionar consciente, viver o amor e a conexão amorosa, viver relacionamentos de crescimento, relações significativas e de qualidade quando nos seja possível. E fazer triunfar o amor, fazer florescer o amor. O amor é o que nos faz realizados!








Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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Texto adaptado de nosso blog Templo Interior, sobre Psicologia e Espiritualidade. Aqui, revisto e atualizado para nosso blog Realização Humana.

Transformação pessoal e níveis neurológicos



Existe uma íntima relação entre Coaching e PNL, pois os dois são a linguagem da excelência humana. O Coaching surge como uma nova linguagem dentro da PNL, como uma forma de modelar e espelhar a excelência humana. Como é possível um grande atleta fazer o que faz? Como um grande comunicador contagia seu público? Como um grande líder como Gandhi mobiliza toda uma nação em favor de uma causa? Apesar de ter sido muito utilizado com marketing e objetivos vazios, acreditamos na grande utilidade do coaching como ferramenta para uma vida humana de maior qualidade. A utilização ética desta ferramenta, por sua vez, depende de nós, se a utilizaremos para fortalecer as defesas de nosso pequeno ego ou se a utilizaremos para servir e contribuir com a vida.

Quando levamos em consideração a perspectiva da PNL, ou Programação Neuro-Linguística, podemos ver o ser humano como uma série de níveis, um complexo sistema no qual um nível dá acesso, interconecta-se e faz parte do outro, formando uma totalidade indissociável. Gostaria de apresentar uma breve explicação minha deste níveis neurológicos, nos quais nosso desenvolvimento pessoal e nossa transformação humana é possível.

Espiritualidade. É o nível da nossa essência, dos nossos valores e experiências mais profundas com o significado da morte e da vida. Podemos definir o espiritual em termos de consciência, de energia, de um ilimitado potencial criativo que habita em nosso Ser mais profundo. Está para além das religiões ou crenças pessoais. É a própria potencialidade do ser humano de viver a transcendência, a conexão com princípios e valores que o ultrapassem.

Identidade. Trata-se de um importante nível também, da nossa história de vida, das crenças e valores que moldam nossa visão de mundo e nossas relações com as pessoas, se mais positivas, nutritivas e significativas ou se com maior tendencia à desconfiança, isolamento e insatisfação. São nossas experiências pessoais, nossos aprendizados, muitas vezes acompanhados de percepções limitantes que devem ser investigadas e transformadas para o fortalecimento da autoestima.

Crenças. Importante nível que subjaz num nível subconsciente ou pré-consciente. São interpretações que temos de nossas experiências, podendo ser positivas ou negativas, limitantes ou motivadoras. Envolvem as diversas esferas da vida, do espiritual ao dinheiro e prosperidade, dos relacionamentos à saúde. A descoberta das crenças é fundamental para descobrirmos quais valores nos orientam e se estamos vivendo uma vida de padrões limitantes ou se estamos vivendo nosso caminho de realizar nosso pleno potencial.

Capacidade. Diz respeito a nosso estudo, nossas técnicas, nossas vivencias e experiencias pessoais que nos dão uma base para nossas novas experiências. baseado em nossa capacidade, podemos ter mais recursos internos e maior criatividade diante do desafiador ou do novo, e podemos também ficar paralisados. Muitas vezes nossa capacidade pode ser inconsciente, sem sabermos de nosso verdadeiro potencial. Em raros casos, algumas pessoas tem uma incapacidade inconsciente, acham que podem fazer algo e não podem. A incapacidade pode ser consciente, e podemos escolher aprender do que precisamos. E a capacidade pode ser também consciente, quando sabemos e fazemos o que sabemos.

Comportamentos. Nossos comportamentos foram moldados durante toda nossa vida, desde nossa infância. O que mutias vezes não paramos para perceber é que todo comportamento pode ser modificado. Comportamentos limitantes geram resultados limitantes. Comportamentos associados a aprendizado e novos recursos podem gerar resultados mais positivo e significativos. Nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos moldam a vida que vivemos.

Meio ambiente. O meio externo em que nascemos, o nível de cultura a que fomos apresentados, a época, os costumes, os valores, tudo isso pode influenciar quem somos, mas não podemos nos basear apenas na demanda externa para viver. Também não podemos desconsiderar. Uma pessoa que queira vender um produto ou serviço que ninguém quer, não terá sucesso. Quem atinge maior sucesso é quem serve o maior número de pessoas. 


Todos estes  níveis neurológicos nos atravessam e muita vezes modal nossa vida, nossa história. No entanto, o mais importante para mim é afirmar com este texto que nossa Consciência é o mais importante, nossa presença, o observador interno que cria nossa vida. Podemos viver a transformação humana em todos os níveis neurológicos, em todos os níveis de nosso ser.


Quando desenvolvemos nossa consciência, quando buscamos o autoconhecimento e a transformação pessoal, podemos viver sim uma vida de mais saúde, plenitude, prosperidade, de melhores relacionamentos e de muito mais realização!




Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O alinhamento com a Excelência



A excelência pessoal é um tema bastante discutido entre especialistas da Psicologia, do Coaching e da qualidade de vida. Para desenvolver uma vida excelente, devemos assumir a responsabilidade de transformar todos os aspectos que sejam insatisfatórios de nossas vidas. Não adianta culpar algo externo ou o outro, a responsabilidade deve ser assumida como se tudo em sua vida fosse uma construção a partir de seus próprios pensamentos, sentimentos e ações. Podemos escolher uma vida excelente, o que significa fazer o nosso melhor a partir do que podemos fazer, dar o nosso melhor no trabalho, nos relacionamentos, ter uma atitude pessoal positiva diante do que nos acontece, escolher transformar os desafios em oportunidades, escolher viver uma vida com plenitude de sentido.


Excelência no desenvolvimento pessoal

Quando pensamos no desenvolvimento pessoal, estamos apontando para a importância do desenvolvimento emocional, do desenvolvimento da autoconfiança e autoestima, de crenças e valores positivos sobre nós mesmos e sobre a vida. Ressaltamos a importância de desenvolver nossos mapas mentais de como vemos o mundo. Vemos como ponto de importância fundamental o autoconhecimento e o compromisso transformação interior.


No trabalho e carreira, podemos também aperfeiçoar nossa excelência, através de cursos, leituras, palestras, através de estudo e de nossa formação pessoal, dentre outros. Podemos desenvolver nossa conexão com a prosperidade,  trabalhando nossas crenças, podemos melhorar nossa criatividade, liderança, tudo isso promovendo nosso desenvolvimento e realização profissional.



Na saúde, podemos desenvolver nossa energia e motivação. Podemos cuidar da saúde praticando exercícios saudáveis e alimentação alinhada com a excelência, não admitir que entre em seu corpo alimentos destrutivos, e desenvolver o interesse por atividades físicas que o façam sentir-se motivado a praticar. Assim, teremos muito mais qualidade de vida. Podemos ainda aprender mais sobre relaxamento, e desenvolver nossa qualidade de vida com viagens e com momentos de contemplação e contato com a natureza. Conectar-se com a natureza age como um bálsamo curativo.






Excelência e  relacionamentos significativos. 


Em nossos relacionamentos pessoais, vivemos a excelência a partir de nossas escolhas em ver a vida de uma maneira mais positiva, a partir de valores internos que nos possam ajudar a viver com Podemos cultivar e aprender a sentir: Compaixão, Perdão, Conexão com o melhor em cada pessoal, não pelo que elas são, mas pelo que podem ser. Uma metáfora de que gosto é a de servir o divino no outro. Olhar o divino no outro. 

Há uma forma de nos sintonizar com aspecto muito importante para uma vida plena e excelente: a Gratidão. A Gratidão pela vida, por tudo o que somos, temos e fizemos, faz com que nossa energia pessoal possa se expandir, ampliando nossa satisfação a nossa alegria de viver. Você contrataria um ajudante irritado ou feliz e grato? A gratidão está intimamente ligada com uma vida bem sucedida e significativa em todos os aspectos. No sentido de uma abordagem sistêmica, devemos agradecer a nossos pais por nos terem agraciado com o dom da vida. 

Quando não sentimos tal gratidão, é sinal que devemos trabalhar pai e mãe internamente, para desenvolver uma melhor relação com tudo o que acontece em volta de nós. Muitas vezes, não conseguimos. às vezes também somos infelizes por que nossos desejos não são realizados, como se a vida devesse nos servir, enquanto que na verdade o correto é o contrário: somos mais felizes quando servimos à vida. Assim, quando desejos infantis insatisfeitos sabotam nossa alegria, é sinal que devemos trabalhar a Criança e o Adulto dentro de nós, como dimensões a serem equilibradas para uma maior qualidade de nossas experiências. Para melhorar nossos relacionamentos também podemos trabalhar internamente os princípios do masculino e do feminino em nós. 


Excelência e conexão com a espiritualidade

De alguma forma, a maioria das pessoas desevolve uma compreensaõ da espiritualidade ou da religiosidade. Com estas palavras, falamos de uma relação pessoal com o sagrado, ao invés de dogmas e crenças limitantes de pecado ou punição. Podemos desenvolver crenças positivas em relação a nossa espiritualidade, a través do alinhamento com uma força maior. No caminho espiritual, podemos encontrar valores que levem à transcendência, a uma conexão sistêmica com tudo o que existe. 

Podemos desenvolver o nosso espiritual também através da Arte, música, cinema, literatura e do simbolismo da humanidade. Neste ponto podemos incluir a importância das tradições, que muitas vezes podem servir de guia para as pessoas. Incluímos também a compreensão da mitologia, que com suas estórias extraordinárias nos apresenta variados modelos de como viver uma vida bem vivida. 

Acreditamos e defendemos uma Espiritualidade trans-religiosa. Para além das religiões e tradições, mas as incluindo, tratando-se de um caminho espiritual pessoal de autotransformação e consciência. Espiritualidade passa a ser entendida como Vida viva, como energia, felicidade, amor transbordante e infinito. Nossa identidade transcende de nossas pequenas identificações limitantes e pessoais e passamos a conhecer todo nosso ilimitado potencial: nosso Ser mais profundo, Ser transformação, Ser consciência, Ser realização.


Podemos ser muito mais do que acreditamos, a nossa jornada de evolução pode ser ilimitada. A expansão de nossa felicidade pode ser um cultivo diário, e estar a serviço da realização de nosso mais profundo Ser nossa maior satisfação! Assim, uma vida com excelência será parte de nós, pois será a nossa escolha!



Pedro Possidonio
pedropossidonio.psi@gmail.com

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