quinta-feira, 25 de junho de 2026

Vida na Natureza e Saúde Mental

Várias pesquisas indicam que nossa saúde mental está intimamente relacionada com nosso contato com a natureza.


Com o desenvolvimento da sociedade humana, saímos de uma vida no campo, nos sertões, nas matas e passamos a viver nas cidades, centros humanos que representam para as populações uma melhor oferta de trabalho, serviços, em uma época inicial também representavam uma melhor qualidade de vida. As cidades eram também receptáculo de projeções e sonhos humanos de sucesso e ascensão para as classes médias e até mais baixas. Através do trabalho, o homem da cidade poderia conquistar a própria vida, dignidade e, quem sabe, construir o sucesso de vida, muitas vezes confundido com sucesso financeiro.


Hoje, porém, o cenário vem apresentando nuances diferentes. Nosso afastamento do campo para as cidades tem representado adoecimento. O remédio? Contato com a natureza. Muitas gerações buscaram a natureza aos finais de semana em casas de praia ou de veraneio. Porém, hoje, alguns mais jovens já começam a idealizar uma vida mais afastada dos grandes centros, em cidades do interior com menos habitantes e mais natureza.


Acredito que contribui para isso o fato de serviços como energia, água, Internet e até mesmo serviços postais terem se expandido e conseguido chegar a muitas dessas cidades de interior. Além disso, com a Internet e os trabalhos online, a fronteira da moradia próxima ao trabalho foi superada. Tendo uma boa conexão com a web, se pode trabalhar ou estudar de praticamente qualquer lugar do mundo. Ao fim do expediente se tem a natureza ao abrir de uma janela ou a alguns passos de onde se vive. 


Vida calma, segurança, simplicidade. Uma verdadeira harmonia. Essas são as promessas de uma nova vida nos lugarejos mais afastados. Além de ter ao seu redor a beleza da natureza. E você? Prefere viver na comodidade das grandes cidades ou largaria tudo para viver uma vida simples no campo, mais conectada à natureza? A resposta ajuda a apontar o caminho de Realização de cada um.


Pedro Possidonio 

Psicólogo, Educador, Escritor 

Educação Ambiental

Vivemos num estágio da nossa sociedade em que atravessamos uma crise global. Algumas de suas características são o hipercapitalismo, a sociedade de consumo, a fragmentação de leis trabalhistas e ambientais, o uso desenfreado do solo, e tudo isso aponta para o risco de uma grave emergência de proporções nunca antes vistas, com uma importante parcela de caráter ambiental. 


Em vários lugares já se nota mudanças no clima, chuvas em excesso, ondas de calor, derretimento de geleiras, espécies animais e vegetais ameaçadas.


Porém, apesar de seu potencial destruidor, o ser humano é o único animal que é capaz de salvar o meio ambiente e o planeta em que vivemos. Somos a única espécie capaz de refletir sobre o impacto de nossas atitudes para esta e para as próximas gerações.


Através da Educação Ambiental, podemos ensinar o ser humano de diferentes idades a importâncida natureza, a conexão de tudo com tudo, a inter-relação de nossa espécie humana com todas as espécies animais e vegetais do planeta. A vida é um todo, um sistema. E tudo o que acontece com esse sistema é capaz de afetar a todas as partes. No fim, afetar nossas vidas.


Queremos viver num mundo de escassez? De doença? De poluição? Ou seremos capazes de reinventar nosso modelo civilizatorio? De salvar a biodiversidade de cuidar das outras espécies de vegetais e animais com as quais compartilhamos o planeta? De garantir recursos como água, ar e solo saudáveis para nossos filhos e netos?


No fim, essas perguntas apontam para a continuação ou não da própria espécie humana. Os animais gigantes como os dinossauros reinaram sobre a Terra por milhões de anos, mas, após sua catástrofe ambiental, a Terra se refez. Ela tem sua inteligência própria e capacidade de auto organização. Ela se reinventa e se reequilibra. Mas os dinossauros não puderam ver. E nós? iremos presenciar as próximas eras de nosso planeta? Ou entraremos para o Hall dos extintos?


Para a manutenção da nossa própria espécie humana, precisamos cuidar da vida na Terra, e aprender a ver essa vida como um todo, e não só salvar pequenos pedacinhos dela. Nossa sobrevivência está dependendo disto. Assim, a Educação Ambiental assume uma relevância fundamental educação das gerações de hoje.



Pedro Possidonio

Psicólogo,  Educador, Escritor.